Ano Novo chegando: conheça as diferenças entre espumantes, champagnes, cavas e proseccos

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Quando chegam as festas de fim de ano, surgem dúvidas sobre qual tipo de bebida é ideal para celebrar. Tanto para a ceia de Natal quanto para o ano novo, são inúmeras as sugestões de espumantes, champagnes, cavas e proseccos. Que tal entender as principais características de cada bebida?

Agradáveis borbulhas

Na época de festas, os espumantes ganham as mesas.A variedade é imensa e, ao contrário do que muita gente pode pensar, frisantes não são todos espumantes.

“Diferentemente do espumante, o frisante passa por apenas uma fermentação, e seu gás carbônico pode ser inserido artificialmente. O resultado disso é uma bebida em espuma e menos gaseificada se comparada aoespumante”, explica o sommelier do Festval Rodrigo Ribeiro.

Confira as diferenças entre tipos diferentes de espumantes!

Espumante

O espumante é a bebida produzida em todos os outros lugares do mundo que não em Champagne, na França. Segundo Rodrigo, é obtido por meio de duas fermentações, sempre com uvas viníferas, aquelas utilizadas na produção de vinhos finos. A primeira fermentação gera o vinho base, uma bebida seca e sem gás carbônico.

Na segunda, é quando surgem as borbulhas. “Os principais processos de fabricação são o Champenois e e o Charmat. No primeiro, a segunda fermentação do vinho base acontece dentro da própria garrafa. No Charmat, a bebida é obtida por meio de uma produção um pouco diferente, com a segunda fermentação dentro de tanques de aço inox. No final, os dois métodos recebem uma mistura chamada liqueur d’expédition, que vai caracterizar o tipo do espumante: brut, sec ou demi-sec”, detalha Rodrigo.

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Com exceção da região de Champagne, na França, todos os lugares do mundo que produzem essa bebida devem chamá-la de espumante.

Champagne

A bebida ícone das comemorações é produzida na França, especificamente na região de Champagne.

“Na verdade, o champagne nada mais é do que um espumante que recebe esse nome por conta da localização geográfica e por respeitar uma legislação muito rígida sobre o método de produção, o que garante a qualidade da bebida”, explica Rodrigo. Segundo ele, todo champagne é produzido principalmente a partir de três tipos de uvas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. “Mas a lista vai além das três variedades clássicas, englobando também as brancas Arbane, Petit Meslier e Pinot Blanc e a rosada Pinot Gris”, esclarece.

O champagne deve ser produzido pelo método Champe noise, que prevê duas fermentações. “A primeira é realizada em tanques e tem duração de 20 a 40 dias, enquanto a segunda ocorre na garrafa por, no mínimo, 15 meses, podendo chegar a 60 meses. Durante a segunda fermentação, as garrafas são colocadas de cabeça para baixo para que as impurezas e as leve durasse depositem no gargalo.

Durante meses, essas garrafas são giradas um quarto de volta de cada vez. Terminado o período de fermentação, o gargalo é congelado em um banho de salmoura a -25 ºC, e a borra é expulsa pelo gás sob pressão. O volume de vinho expelido é completado com uma mistura de liqueurd’expédition, ou seja, vinho e açúcar”, detalha o sommelier.

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Cava

Cavas são os espumantes produzidos na Espanha, principalmente na região da Catalunha e Penedés, que concentram 99% da produção do país. O termo, de origem grega, é usado para designar um vinho de alta procedência e significa “caverna”, por ser o local usado para a produção e armazenagem das cavas.

“A inspiração veio da necessidade, já que uma praga havia devastado as vinhas da região de Penedés, sobrando apenas uvas brancas para contar história”, conta Rodrigo. Suas variações são brutnature, brut (extra-seco), seco, semisec e dulce. “De acordo comas leis de produção espanholas, somente as uvas Macabeu, Parellada, Xarel-lo, Chardonnay, Pinot Noir e Subirat podem ser usadas”, diz o sommelier.

Prosecco

Prosecco, inicialmente, era somente o tipo de uva (cepa) nativada Itália, mais precisamente das regiões de Valdobbiadene e Conegliano, no Vêneto. “Então, não se poderia dizer que os proseccos eram vinhos exclusivos da Itália, pois era permitido chamar de prosecco um vinho feito fora, desde que elaborado a partir da uva Prosecco”, explica Rodrigo. Porém, com o tempo,a Itália editou uma lei alterando o nome da cepa Prosecco, que passou a se chamar Glera.

O termo prosecco é reservado à região italiana produtora do vinho que, além do Vêneto, também inclui as áreas do Friuli. “Assim, não é permitida a utilização do termo prosecco para vinhos produzidos fora dessas regiões. Porém, parece que por aqui a lei não vale, uma vez que é fácil encontrar proseccos nacionais”, avalia Rodrigo.

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Diferentemente das champagnes e cavas, os proseccos são elaborados pelo método Charmat, método esse em que a segunda fermentação não ocorre na própria garrafa, mas sim em grandes tanques de aço inox.

Agora que você já sabe as principais diferenças entre espumantes, champagnes, cavas e proseccos, pode garantir suas escolhas para o ano novo – na adega Festval mais próxima, é claro. Que saborosa forma de se preparar para 2023, não é mesmo?

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